A felicidade é um "somatório"



Somar. É a primeira operação matemática que aprendemos.

Depois de adquirida a noção de número, unidade, quantidade, aprendemos que juntar esses elementos significa aumentar, acrescentar, adicionar.


1+1 são 2.

Estão então aprendidas as contas de somar.


Só depois aumentamos a complexidade com a subtração, a multiplicação e a divisão. E mais tarde ainda conhecemos o somatório.

A matemática nunca me entusiasmou grandemente. O que de facto me fazia ficar de olho e ouvido bem aberto era a Biologia, as células, a mitocôndria, a bomba sódio-potássio! Que saudades!

Na matemática só de vez em quando encontrava algumas ideias e conceitos que me animavam. O conceito de somatório é um desses.


Somatório é uma forma abreviada de representar uma soma, usando a letra grega sigma


Há já muito tempo que não me lembrava nada disto. Acho que a última vez que usei este símbolo terá sito nas aulas de estatística na faculdade há quase 30!! anos. Estava aqui a tentar “desenhar” o sigma à mão e já nem sai à primeira. Mas recentemente, já nem sei bem a que propósito, andei à procura da diferença entre “soma” e “somatório” (terá sido uma questão semântica por certo, mais do que matemática) e lá me reencontrei com o sigma.


Por exemplo, encontrei isto aqui.



Na soma, juntamos parcelas de diferentes magnitudes e todas valem por si próprias. Nas somas facilmente ficamos com a sensação de que não há fim. Podemos sempre estar a adicionar. Mais e mais.

Já no somatório temos um limite inferior e superior e as parcelas podem ser uma composição das unidades com outros elementos criando um índice.


E talvez a felicidade (ou já agora a infelicidade) possa estar melhor representada por um somatório, pois não é bem uma agregação de acontecimentos que podem estender-se até ao infinito. A felicidade é mais um índice, uma ponderação que podemos atribuir a cada um desses acontecimentos num intervalo de tempo bem definido.


Quando muito, a felicidade será a soma de muitos somatórios.