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Here I am. There you are.


 

Um destes dias a ouvir um dos meus podcasts preferidos, ouvi esta expressão como caracterizando a forma como entramos numa sala (e também se aplica a uma conversa, uma relação ou um projeto). No fundo, como estar em grupo.


Here I am indica que a nossa atitude é a de pensar mais em nós próprios e no impacto que poderemos ter nos outros (bom ou mau...); e o there you are acontece se pensamos em quem está presente e como estamos interessados ou entusiasmados por ver essas pessoas.

 

É muito bom quando podemos sentir que chegamos a um sítio onde a nossa energia, habilidades, maneira de ser e estar, ou, enfim, a nossa identidade é apreciada. Há um sentido de grupo e de pertença que nos tranquiliza e alimenta.

E é ainda melhor quando concordamos com as pessoas que ali estão e também nos apreciamos como, e pelo que somos.

Por isso, é muito bom sentir o “aqui estou eu”. Eu, que cheguei a este grupo que me acolhe.

O risco (e a tentação) pode ser ficar apenas por aí. Ficar apenas com o que eu trago ao grupo e com o acolhimento que recebo.

 

Por outro lado, quando chegamos a um sítio e sentimos “aí estás tu”, o foco é distinto. O nosso olhar e a nossa indagação está para os outros. Para a celebração da sua energia, das suas habilidades, da sua maneira de ser e estar, ou enfim, da sua identidade.

O sentido de grupo também existe, o sentido de pertença também pode ser assim alimentado.

O risco (ou a tentação) pode ser ficar apenas por aí. Ficar apenas por dar espaço ao outro e desaparecer no grupo.

 

Nos grupos em que vou estando vejo muitas vezes estes extremos. Pensando bem, eu mesma já terei ocupado alternadamente esses extremos. Quando isso acontece, fico sempre com a sensação de que me soube a pouco.

 

Bom, bom, é quando percebo alegria por ter chegado e tenho tempo e presença para também acolher os outros. Nem sempre consigo. Às vezes distraio-me dentro da minha cabeça, e outras vezes inebrio-me com o meu entusiasmo.

Vou tentando ...

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