Let it go! Let it go! …

São incontáveis os momentos em que nos questionamos como mães. Começa cedo com … “A água estará à temperatura certa?”, “Já será hora de comer?”, “Acordo-a ou deixo dormir?”. Estarei a ser boa mãe se não souber exatamente o que fazer?


Durante os primeiros anos de vida, com mais ou menos dúvidas, com mais ou menos palpites da mãe, ou da sogra, ou da tia, ou da vizinha ou do cão ou do gato, (ou de todos juntos e contraditórios), lá vamos decidindo tudo e mais alguma coisa.


E fica o hábito. E o hábito faz de nós boas mães, porque sabemos sempre o que dizer, ajudamos a tomar decisões, estamos sempre lá.


Há uns tempos uma mãe dizia-me. “Um professor pode desistir de um aluno e deixá-lo para trás, mas uma mãe nunca pode desistir de um filho!” Dizia-me isto para pontuar a sua história nos últimos anos. “É uma luta comigo mesma e com ele. Comigo, porque não queria passar o fim-de-semana a estudar com ele; e com ele porque não se concentra” … E depois a dúvida … “deixo-o sozinho e tira um 8 ou estudo com ele e tira 17?”


Quando eles são bebés não largamos porque nem sequer podemos. Eles crescem e nós não percebemos quando já podemos largar, que já podemos largar. Pensamos por eles, decidimos por eles, e ocupamos um espaço que já não é nosso.




“Let it go, let it go Can’t hold it back anymore Let it go, let it go Turn away and slam the door”

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