Quando diversão passa a competição. Um exemplo do Linkedin
- Isabel Lage

- 21 de dez. de 2025
- 1 min de leitura
Há mais de 300 dias que jogo os puzzles (ou jogos) que o ©Linkedin lança diariamente.
Por jogar, sem falhar nenhum dia (streak), num deles até já atingi o nível “supreme”.
Comecei por curiosidade.
Jogo quatro tipos muito diferentes. Um apela ao sentido de orientação espacial, outro ao conhecimento da língua inglesa, outro à organização de elementos no espaço, e outro à capacidade de abstração conceptual. Em quase todos, para ganhar é a rapidez que conta.
Continuei porque me divertia e desafiava, e, durante mais de 200 dias, joguei estes puzzles que me ocupam menos de 10 minutos em cada dia.
Desde o início o ©Linkedin devolvia o nosso resultado e comparava-o com a média combinada dos resultados de todas as pessoas que jogavam. E eu ficava animada porque quase sempre o meu tempo era abaixo da média (com exceção do puzzle da língua inglesa que me obrigada muitas vezes a pesquisar).
E há cerca de dois meses tudo mudou!
O ©Linkedin começou a dar um ranking.
Agora sei o meu tempo, o da média das pessoas que jogaram e … o meu lugar no ranking das pessoas da minha rede.
Agora, jogo para garantir que não perco o “streak”.
Agora, jogo para saber o meu lugar no ranking.
Agora, jogo mas já não me divirto.
E continuo a jogar.
Acho que é isto a competitividade.















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