1, 2, 3, 4, 5.. 5 minutos de saúde psicológica


Um, dois, três, quatro .. cinco minutos de jazz. A voz rouca de José Duarte anuncia várias vezes ao dia na Antena 1 um programa de 5 minutos exclusivamente dedicados à música jazz.


Sempre adorei o genérico e ainda que não seja grande fã de jazz (ou talvez mesmo por isso) lembro-me de considerar conceito brilhante desde o primeiro momento e que o ouvi!

Para quem não conhece, não sabe, não ouve jazz. Para quem não tem como saber, ou pesquisar, porque não sabe por onde começar, cinco minutos são ideais.


Ouvi, muitas vezes sem querer, sons maravilhosos nesses cinco minutos. Às vezes pesquisava mais e a maior parte das restantes ficava só por aqueles 5 minutos.


Não é de agora que a psicologia tem espaço de televisão e rádio. Nos longínquos anos 90 eu passava grande parte das manhãs de Domingo a ouvir a conversa entre Aurélio Gomes e Júlio Machado Vaz na Rádio Nova. Falavam de relações, de sexualidade, de sexo durante duas horas - era “O Sexo dos Anjos”.


Nos últimos 30 anos, psicólogos têm sido chamados para falar comportamentos, e ainda mais para explicar comportamentos bizarros. Casos de polícia, conflitos novelescos. É ainda que os vemos muitas vezes.


Mas a Pandemia trouxe mais holofotes para o que a Organização Mundial de Saúde chamou de saúde e bem-estar ("Health is a state of complete physical, mental and social well-being and not merely the absence of disease or infirmity.") em 1948 e que os psicólogos trabalham no seu quotidiano há décadas.


A RTP, no programa Praça da Alegria, acolheu esta ideia da Ordem dos Psicólogos Portugueses. Vamos falar de saúde psicológica. Vamos falar sobre o quotidiano dos portugueses neste momento de pandemia, de confinamento. Vamos conversar sobre o que podemos fazer melhor, de diferente para alimentar esse processo de bem-estar.


É um espaço com mais de 5 minutos uma vez por semana. Mas, para quem não conhece, para quem não tem como saber, ou pesquisar, porque não sabe por onde começar, esses minutos são fundamentais.


Talvez alguém ouça algo que lhe soe a maravilhoso e talvez alguém continue a pesquisar.




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